A pré-candidata a deputada federal Glaucia do Arruda (Avante) utilizou as redes sociais para questionar a estrutura administrativa da Secretaria da Mulher do Distrito Federal. Em vídeo divulgado nesta semana, ela criticou o elevado número de cargos comissionados no órgão, responsável por desenvolver políticas públicas voltadas à proteção, acolhimento e defesa das mulheres.
Segundo Glaucia, a secretaria possui cerca de 84% de seus servidores ocupando cargos de livre nomeação, situação que, na avaliação da pré-candidata, compromete a continuidade das ações e a qualidade do atendimento prestado à população.
“Como uma secretaria criada para proteger, acolher e defender as mulheres pode funcionar com 84% dos seus servidores ocupando cargos comissionados?”, questionou.
A pré-candidata argumenta que uma estrutura excessivamente dependente de indicações políticas pode gerar instabilidade administrativa, especialmente durante mudanças de governo. Para ela, áreas estratégicas como a proteção às mulheres devem contar com equipes técnicas permanentes e qualificadas.
Durante a gravação, Glaucia defendeu que a Secretaria da Mulher seja tratada como uma política de Estado e não apenas como uma estrutura sujeita a interesses políticos e alterações de gestão.
“As mulheres do Distrito Federal precisam de uma rede forte, técnica e permanente. Precisam de acolhimento, proteção e resultados”, afirmou.
A pré-candidata também destacou que temas como o combate à violência contra a mulher, a vulnerabilidade social e a desigualdade de gênero exigem planejamento de longo prazo e valorização dos profissionais que atuam diariamente na área.
Ao final da manifestação, Glaucia reforçou a necessidade de ampliar o debate sobre a estrutura e as prioridades da política pública voltada às mulheres no Distrito Federal.
“Proteger as mulheres exige compromisso. E compromisso se constrói com estrutura, planejamento e valorização de quem faz o trabalho acontecer todos os dias”, concluiu.
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