Quando a Polícia e o Ministério Público batem à porta, a reação no Palácio do Buriti parece seguir um roteiro já conhecido: cada um que cuide do seu problema.
Foi exatamente essa a linha adotada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, após a operação deflagrada nesta quinta-feira (12) pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios para investigar um suposto desvio de quase R$ 50 milhões em um contrato de aluguel ligado à Secretaria de Educação.
O detalhe curioso é que um dos alvos da investigação não é um adversário político, mas sim o líder do governo na Câmara Legislativa, o deputado Hermeto (MDB).
Mesmo assim, ao ser questionado sobre o caso, Ibaneis preferiu adotar uma postura de total distanciamento quase como se o episódio estivesse acontecendo em outro governo.
“Pelo que eu sei essa operação corre em sigilo. Eu não tenho informações do que aconteceu. E também, se eles que estão envolvidos quiserem apresentar para mim alguma coisa… mas não tenho interesse nenhum. Não cita meu nome. Eu não tenho nada a ver com isso. Cada um que tem seus problemas que responda perante a Justiça”, afirmou o governador.
Hermeto, por sua vez, também tratou de negar qualquer envolvimento nas suspeitas investigadas.
Já na Secretaria de Educação, a estratégia foi semelhante. A titular da pasta, Hélvia Miridan Paranaguá Fraga, disse estar “tranquila” e ressaltou que o contrato investigado foi firmado antes de sua gestão.
Segundo ela, a própria secretaria ainda não teve acesso ao processo.
“A Polícia Civil ainda não liberou o processo para que a gente tenha acesso. É uma locação que existia antes de eu assumir como secretária de Educação. Vamos aguardar a conclusão da investigação para ver, mas eu estou muito tranquila. Não foi assinado por mim o contrato”, declarou.
Enquanto isso, a investigação segue tentando descobrir quem, afinal, tem algo a ver com os quase R$ 50 milhões sob suspeita. No governo, ao que parece, a fila de “não fui eu” já começou a se formar.
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