Formação aborda aplicações práticas para otimizar processos e decisões
Por Giordano Bazzo, Ascom/ SEEDF
O curso de formação “Uso da Inteligência Artificial aplicada ao trabalho da Corregedoria” foi ministrado pelo servidor Tiago Rabelo, da Escola de Formação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT). Foto: Jotta Casttro, Ascom/SEEDF
A Corregedoria da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) promoveu, no espaço Neusa França, no Shopping ID, uma capacitação sobre o uso da Inteligência Artificial aplicada às atividades correcionais. A formação, realizada às 9h, integrou a agenda permanente de qualificação dos servidores da unidade.
O curso “Uso da Inteligência Artificial aplicada ao trabalho da Corregedoria”, realizado na última segunda-feira (2), foi ministrado por Tiago Rabelo, servidor da Escola de Formação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), e teve como foco apresentar conceitos, possibilidades e limites da IA no serviço público. A proposta é contribuir para o aprimoramento dos processos de trabalho, apoiar a tomada de decisões e fortalecer a eficiência administrativa, sempre em consonância com os princípios da legalidade, ética e transparência.
Para a chefe da Corregedoria da Pasta, Ana Paula Gadelha Marques Meira, a iniciativa responde a uma realidade de alta demanda. “Nós trabalhamos com elevado número de denúncias e processos. Hoje, a Corregedoria conta com mais de 6 mil procedimentos de investigação em curso, entre denúncias, investigações preliminares e processos administrativos, de diversas naturezas”, destacou.
A chefe da Corregedoria, Ana Paula Gadelha Marques Meira destacou a necessidade de otimizar o trabalho devido ao elevado número de denúncias. Jotta Casttro, Ascom/SEEDF
Segundo a gestora, a Inteligência Artificial já vem sendo utilizada como apoio na elaboração de documentos, relatórios e notas técnicas. “Os servidores buscavam uma formação que ajudasse a otimizar o trabalho, porque nossa atividade é altamente técnica e envolve sigilo. Não poderíamos utilizar a IA de qualquer maneira, por isso era necessário institucionalizar esse uso”, explicou. A plataforma Microsoft Copilot foi adotada como solução por atender aos requisitos de segurança e conformidade.
DEMANDA CRESCENTE E EQUIPE REDUZIDA
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A gerente da Gerência de Procedimentos de Investigação Preliminar (GEPIP), Elizabete Fátima Alves, ressaltou os desafios enfrentados pela unidade. “Temos uma demanda muito alta de processos e denúncias que chegam de diversos órgãos de controle, e um quantitativo reduzido de servidores. A ideia é trazer a Inteligência Artificial a nosso favor para ganhar agilidade e conseguir resolver mais processos em menos tempo”, afirmou.
De acordo com Elizabete, 41 dos 50 servidores da Corregedoria participaram da capacitação. A ação foi viabilizada por meio de parceria com o TJDFT, intermediada por uma servidora que atua nas duas instituições.
IA COMO FERRAMENTA DE APOIO
Especialista em direito digital, Tiago Rabelo utiliza Inteligência Artificial há três anos, cursa graduação na área e possui certificações em engenharia de prompts. Para ele, a tecnologia deve ser compreendida como instrumento de suporte, e não de substituição. “A Inteligência Artificial não substitui o ser humano no processo decisório. Ela atua como ferramenta de apoio na organização, no desenvolvimento e na análise de dados. Esse é o papel mais adequado neste momento de transformação digital”, explicou.
Durante a formação, também foram discutidos temas como governança, responsabilidade e segurança da informação, reforçando a importância de um uso consciente e institucional da tecnologia no âmbito da administração pública.




