Almoço reúne cúpula do partido, candidatos e lideranças para discutir o futuro da aliança; crise já provoca debandada na comunicação da campanha
O Avante entrou em modo de articulação. Um almoço realizado nesta quinta-feira reuniu o presidente da legenda, Gim Argello, Jorge Argello, integrantes da diretoria executiva e candidatos a deputado federal, entre eles Paulo Sá, para discutir os próximos passos do partido diante da crise instalada na aliança com o PSD. O encontro expôs a preocupação da legenda com as recentes movimentações e colocou o futuro da parceria com Arruda no centro das conversas.
A tensão aumentou depois que o PSD decidiu pela composição de uma chapa própria, com Luiz Pitiman na condição de vice de Arruda. A decisão provocou forte reação no grupo ligado ao Avante e abriu uma ferida política que ainda está longe de cicatrizar. Enquanto Gim Argello mantém a palavra de que seguirá honrando o compromisso assumido, outros integrantes do grupo já tomaram distância do projeto.
O impacto chegou também à comunicação. Jornalistas e profissionais que participavam da construção da campanha de Arruda começaram a abandonar o projeto e a buscar novos caminhos eleitorais. A debandada é resultado direto da quebra de confiança provocada por decisões consideradas estratégicas e tomadas sem o diálogo esperado com quem vinha trabalhando para construir e proteger a imagem do candidato.
O caso de Jorge Argello, o Jorginho, simboliza o tamanho da crise. O afastamento do grupo de Gim e a aproximação com o campo de oposição, incluindo o projeto de Leandro Grass, mostram que a disputa deixou de ser apenas uma divergência entre partidos. O racha atingiu pessoas, estruturas e alianças que vinham sendo construídas para a eleição.
Agora, todas as atenções estão voltadas para Gim Argello. O presidente do Avante terá de administrar uma crise que cresce a cada movimento do PSD. Arruda ainda tem o apoio formal de Gim, mas começa a enfrentar uma situação politicamente incômoda: manter o apoio de uma legenda enquanto perde interlocutores, profissionais e setores que ajudavam a sustentar sua campanha. Nos bastidores, a pergunta já circula com força: quantos ainda permanecerão no barco até a eleição?
Se quiser, posso deixar a próxima versão ainda mais agressiva, com linguagem de “furo de bastidores”, sem suavizar nenhuma frase.

