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R$ 800 mil do Fundo Eleitoral: onde foi parar o dinheiro recebido por Rogério Morro da Cruz?

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Campanha do deputado do PSD declarou R$ 704,2 mil em despesas; prestação de contas detalha gastos com produtora, mini trio elétrico, micro-ônibus, advocacia e mobilização de rua

BRASÍLIA — O deputado distrital  Rogério Morro da Cruz (PSD) recebeu R$ 800 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para sua campanha eleitoral. Os dados declarados à Justiça Eleitoral permitem acompanhar como parte desses recursos públicos foi destinada a diferentes fornecedores e serviços.

Até a atualização analisada, a campanha havia declarado R$ 704.229,17 em despesas contratadas, sendo R$ 425.990,93 já pagos.

Em outras palavras, aproximadamente 88% dos recursos recebidos já estavam comprometidos em despesas contratadas naquele momento.

Os principais gastos

Entre os contratos de maior valor estão despesas relacionadas à estrutura de campanha, produção, transporte e serviços profissionais.

O maior contrato identificado na relação analisada é de R$ 150 mil com a Candanga Criativa e Produtora Ltda.

Outro gasto relevante é de R$ 90 mil referente à contratação de um carro de som, do tipo mini trio elétrico, pelo período de 45 dias de campanha.

 

  • Considerando exclusivamente o valor total e o período informado, o contrato corresponde a uma média de R$ 2 mil por dia.

 

Também foi declarado um gasto de R$ 48 mil com a contratação de um micro-ônibus.

 

Somados, os três contratos chegam a:

 

R$ 150 mil— Candanga Criativa e Produtora;

R$ 90 mil — mini trio elétrico por 45 dias;

R$ 48 mil— micro-ônibus.

 

Total: R$ 288 mil.

Esse conjunto de três despesas representa aproximadamente 41% das despesas contratadas pela campanha até a atualização analisada.

Mini trio: R$ 2 mil por dia

O contrato do mini trio elétrico chama atenção pelo período de utilização informado na prestação.

Foram declarados R$ 90 mil para 45 dias de campanha.

 

A divisão do valor pelo número de dias resulta em:

R$ 90.000 ÷ 45 = R$ 2.000 por dia.

O cálculo é apenas uma demonstração matemática baseada no valor e no período declarados. Ele não representa, por si só, uma avaliação sobre a regularidade, adequação ou preço de mercado do serviço

Para qualquer conclusão sobre eventual incompatibilidade de preço, seria necessário comparar o contrato com as condições efetivamente pactuadas, os serviços prestados e referências de mercado para serviços equivalentes.

Micro-ônibus: R$ 48 mil

Outro gasto relevante é a contratação de um micro-ônibus pelo valor declarado de R$ 48 mil.

O serviço integra a estrutura logística da campanha e deve ser analisado de acordo com o período contratado, utilização efetiva e documentação apresentada à Justiça Eleitoral.

Assim como ocorre com as demais despesas, o simples registro do gasto na prestação de contas não significa existência de irregularidade.

R$ 80 mil em serviços advocatícios

A campanha também declarou R$ 80 mil em serviços advocatícios, destinados à Márcio Lima da Silva Sociedade Individual de Advocacia.

Além disso, aparecem despesas com publicidade, materiais impressos, pessoal, mobilização e outros serviços necessários à campanha.

R$ 287,5 mil em mobilização de rua

Uma das maiores categorias de despesas é a de atividades de militância e mobilização de rua, que soma R$ 287.530,67.

O valor representa uma parcela expressiva dos gastos declarados pela campanha.

Também aparecem R$ 150 mil classificados como serviços prestados por terceiros, além de outras despesas relacionadas à estrutura eleitoral.

A origem do dinheiro

Os R$ 800 mil recebidos pela campanha têm origem no Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conforme os dados declarados.

Trata-se de recurso público destinado ao financiamento das campanhas eleitorais.

Por isso, a prestação de contas é um instrumento importante de transparência: permite ao eleitor verificar quanto foi recebido, quais despesas foram contratadas, quem são os fornecedores e quanto já foi efetivamente pago.

Quanto entrou e quanto saiu?

A fotografia da prestação de contas analisada mostra:

R$ 800.000,00

Recursos recebidos do Fundo Eleitoral.

R$ 704.229,17

Despesas contratadas.

R$ 425.990,93

Despesas efetivamente pagas até a atualização analisada.

R$ 95.770,83

Diferença entre recursos recebidos e despesas contratadas naquele momento.

Entre os gastos de maior valor estão:

R$ 150 mil— produtora;

 

R$ 90 mil — mini trio elétrico por 45 dias;

R$ 48 mil — micro-ônibus;

 

R$ 80 mil — serviços advocatícios.

A prestação de contas ainda está em andamento

É importante ressaltar que os números apresentados correspondem à atualização da prestação de contas analisada e podem sofrer alterações, complementações ou retificações durante o processo eleitoral.

Também é necessário separar gasto declarado de eventual irregularidade. A existência de um contrato ou pagamento registrado na prestação de contas não significa, isoladamente, que tenha ocorrido qualquer ilegalidade.

Cabe à Justiça Eleitoral analisar a documentação apresentada e verificar a regularidade das contas.

A pergunta que fica

Com R$ 800 mil em recursos públicos recebidos e mais de R$ 704 mil em despesas contratadas, a campanha de Rogério Morro da Cruz movimenta uma quantia expressiva.

O eleitor tem o direito de acompanhar a aplicação desses recursos e saber quem recebeu, por qual serviço, em que período e quanto efetivamente foi pago.

 

No caso do mini trio elétrico, por exemplo, são R$ 90 mil declarados para 45 dias de campanha. No caso do transporte, outros R$ 48 mil foram destinados à contratação de um micro-ônibus.

 

A prestação de contas está disponível para fiscalização pública.

E a pergunta que interessa ao eleitor continua sendo direta:

R$ 800 mil do Fundo Eleitoral: onde foi parar cada real recebido por Rogério Morro da Cruz?

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