
Master of Engineering, McGill University,
Pós-graduado em Comércio Exterior, Universidade Mackenzie,
Consultor em Relações Institucionais.
À medida que o calendário avança em direção ao ano eleitoral de 2026, iniciativas como o Ranking de Governadores, elaborado e divulgado pela AtlasIntel, ganham especial relevância no debate público. Ao oferecer uma avaliação anual de desempenho dos gestores estaduais baseada em evidências e indicadores objetivos, o levantamento amplia a capacidade crítica do cidadão, permitindo comparações que vão além das tradicionais e, muitas vezes, voláteis análises de popularidade.
Os resultados chamam atenção não apenas pelos números, mas pelos contrastes que revelam. Liderando o Ranking, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, alcança expressivos 80% de aprovação, frente a apenas 15% de desaprovação, consolidando uma percepção majoritariamente positiva de sua gestão. Em sentido oposto, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, figura na penúltima posição, com 33% de aprovação e 60% de desaprovação. O dado é ainda mais emblemático por situar, paradoxalmente, na mesma região Centro-Oeste, dois extremos do levantamento.
A diferença de performance encontra explicação no Índice de Desempenho do Governo (IDG), parâmetro criado pela AtlasIntel, que varia de 0 a 100 e que agrega indicadores de áreas essenciais como educação, saúde, infraestrutura, meio ambiente, agricultura e segurança. Enquanto Goiás apresentou valor mínimo de 54 nos indicadores avaliados, o Distrito Federal alcançou, no máximo, 52, revelando uma distância consistente na percepção da qualidade das políticas públicas entregues. Observe-se que o valor mínimo alcançado por Goiás é maior do que o valor máximo obtido pelo Distrito Federal. Trata-se de uma diferença técnica que ajuda a compreender por que a avaliação popular acompanha, de forma coerente, os resultados apurados.
Nesse sentido, o Ranking evidencia uma relação clara entre a efetividade das ações governamentais e a opinião dos cerca de 200 mil cidadãos consultados em todo o país. Mais do que um retrato momentâneo, o levantamento fornece insumos concretos para o eleitor que busca fundamentar suas escolhas.
Ao transformar o desempenho dos Estados em informação acessível, a AtlasIntel contribui para qualificar o debate democrático e reforça a ideia de que, a partir de 2026, a decisão do voto pode ser cada vez mais influenciada por resultados, e não apenas por discursos ou percepções subjetivas.

