Uma reviravolta histórica reescreve hoje um dos capítulos mais controversos da política brasileira. Quase cinquenta anos depois do fatídico 22 de agosto de 1976, o estado brasileiro reconhece oficialmente que o ex-presidente Juscelino Kubitschek não foi vítima de um acidente de trânsito, mas sim de um assassinato planejado pela ditadura militar.
O relatório da comissão especial sobre mortos e desaparecidos políticos, elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, apresenta mais de cinco mil páginas de evidências que contestam a versão oficial mantida por décadas.
A nova investigação revela que o desastre na via Dutra foi provocado de forma intencional, em uma operação de repressão política contra o líder que articulava a redemocratização do país.
A peça-chave para esta conclusão foi a revisão técnica das perícias da época. Estudos conduzidos pelo ministério público federal e análises do engenheiro Sergio Ejzenberg comprovaram que não houve colisão entre o Opala de Juscelino e o ônibus da viação Cometa, derrubando a tese de acidente por ultrapassagem.
As falhas severas nas investigações originais são agora apontadas como parte de um complô para ocultar o atentado.
O documento situa a morte de JK no contexto da operação Condor, a aliança repressiva entre as ditaduras do cone sul. Com a aprovação deste parecer, a certidão de óbito do fundador de Brasília será retificada para constar que sua morte foi decorrência de perseguição política.
É o resgate definitivo da verdade histórica sobre o fim do presidente Bossa Nova.
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