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Michelle e Ibaneis lideram disputa ao Senado no DF; Leila cresce e pode ser fator de virada Pesquisa Paraná mostra cenário equilibrado e abre espaço para realinhamento do eleitorado no Distrito Federal

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A corrida pelo Senado Federal no Distrito Federal já tem protagonistas definidos, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (30.out.2025). A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador Ibaneis Rocha (MDB) aparecem tecnicamente empatados na liderança, seguidos de perto pela senadora Leila Barros (PDT).

De acordo com a pesquisa, Michelle tem 34,1% das intenções de voto, enquanto Ibaneis marca 30,2%. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, o que coloca ambos dentro do empate técnico.

Na sequência, Leila Barros aparece com 23,2%, demonstrando força para disputar espaço com os líderes. Erika Kokay (PT) vem logo atrás com 21,4%, seguida de Fred Linhares (Republicanos), com 20,7%; Paulo Octávio (PSD), com 13,7%; Bia Kicis (PL), com 12,2%; José Reguffe (Solidariedade), com 12,1%; e Sebastião Coelho (Novo), com 7,9%.

Os votos brancos e nulos somam 5%, e 3,9% dos entrevistados não souberam ou não responderam. A pesquisa ouviu 1.506 eleitores entre 23 e 27 de outubro, com nível de confiança de 95%.

No segundo cenário testado, Michelle e Ibaneis mantêm as mesmas posições — 34,3% e 30,7%, respectivamente — e Leila aparece novamente consolidada em terceiro lugar, com 22,4%.

Leila ganha terreno e pode atrair voto útil

Embora Michelle e Ibaneis dominem as intenções de voto neste momento, analistas apontam que Leila Barros pode se tornar o ponto de inflexão da disputa. Com imagem consolidada e discurso moderado, a senadora tende a captar eleitores de centro e centro-esquerda, especialmente se o campo progressista optar pela união em torno de um único nome mais competitivo.

Os números também sugerem que a polarização local pode perder força conforme o eleitorado se aproxima da decisão. No DF, há tradição de alternância entre perfis conservadores e independentes, e o voto costuma se reequilibrar à medida que o eleitor busca uma representação mais pragmática.

A presença simultânea de Michelle e Ibaneis — dois nomes com forte apelo eleitoral e bases distintas — torna a disputa ainda mais complexa. Ambos possuem alto grau de conhecimento público, o que reduz a margem de crescimento espontâneo.

Nesse contexto, Leila desponta como a candidata mais viável para romper o duopólio político, caso consiga converter a visibilidade em voto consolidado.

Com pouco menos de um ano para a eleição, o quadro segue aberto, mas a pesquisa já indica um tabuleiro em movimento — e um Senado em disputa voto a voto no coração político do país.

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