Início#DESTAQUECerco fecha contra Ibaneis: governador pode ser convocado à CPMI do INSS

Cerco fecha contra Ibaneis: governador pode ser convocado à CPMI do INSS

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A crise envolvendo o Banco Master avança sobre os gabinetes de governadores. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou nesta segunda-feira (26) dois requerimentos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS exigindo a convocação dos governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal.

O objetivo é esclarecer o possível envolvimento dos chefes do Executivo em um esquema bilionário que liga o Banco Master a suspeitas de fraudes na previdência social — um escândalo que ameaça recursos públicos e expõe relações perigosas entre poder político e sistema financeiro.

Para Rogério Correia, a presença dos governadores na CPMI é inadiável. Segundo o parlamentar, há indícios de omissão, conivência ou atuação direta que precisam ser explicados de forma pública e sob compromisso legal. Os requerimentos pedem a definição imediata de data para os depoimentos.

As investigações da Polícia Federal apontam um esquema de captação de recursos, aplicação em fundos de investimento e possível desvio de valores para o patrimônio pessoal de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

No caso de Ibaneis Rocha, o foco é ainda mais sensível. Vorcaro afirmou, em depoimento à PF, que tratou pessoalmente com o governador do Distrito Federal sobre a venda do banco ao Banco de Brasília (BRB). Entre 2024 e 2025, o BRB teria injetado mais de R$ 16 bilhões no Master — operação que levanta sérias suspeitas sobre uso político e financeiro de um banco público.

Para Correia, a ligação entre o Banco Master e a CPMI do INSS é direta: a instituição aparece no centro das investigações sobre fraudes em empréstimos consignados e aplicações envolvendo recursos da previdência, afetando milhões de aposentados e pensionistas.

Já no Rio de Janeiro, Cláudio Castro é cobrado a explicar os aportes do Rioprevidência, que investiu R$ 970 milhões em papéis do Banco Master. Auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), realizada no início de 2025, identificou irregularidades no Plano Anual de Investimentos do fundo previdenciário.

Segundo o requerimento, os achados do TCE indicam “gestão temerária” e reforçam a necessidade de responsabilização política. Para a CPMI, o cerco se fecha: o escândalo do Banco Master deixa de ser apenas financeiro e passa a atingir diretamente os governadores.

Fonte: https://sbtnews.sbt.com.br/
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