A pesquisa divulgada hoje pela revista Veja escancara uma realidade que o Palácio do Buriti tenta disfarçar: a liderança da candidata governista é frágil, instável e cada vez mais artificial. Embora Celina Leão ainda apareça numericamente à frente, sua curva é descendente — um sinal clássico de desgaste precoce e falta de fôlego político.
José Roberto Arruda surge como o elemento que desmonta essa liderança inflada. Sua entrada mais efetiva na disputa expõe o óbvio: a candidatura do governo não se sustenta por mérito próprio, mas por estrutura, máquina e repetição. Quando o eleitor é chamado a comparar trajetórias, experiência e capacidade de gestão, a vantagem da governista começa a evaporar.

A redução contínua do percentual da líder revela algo ainda mais preocupante para seus aliados: falta convicção no eleitorado. Não há crescimento, não há entusiasmo, não há consolidação. Liderar sem ampliar é, na prática, iniciar a campanha em modo defensivo — e isso costuma cobrar um preço alto ao longo do processo eleitoral.
Se o movimento continuar, a candidatura governista corre o risco de chegar ao auge cedo demais e entrar em declínio antes mesmo da campanha esquentar. Arruda, ao encurtar a distância a cada nova pesquisa, não apenas pressiona: ele expõe a vulnerabilidade de um projeto que já dá sinais claros de cansaço antes da largada oficial.

