Tentou enganar até o PSD: a mágica eleitoral que não aconteceu
Para quem acredita que apenas o eleitor cai em promessas de campanha, as eleições de 2026 provaram que os bastidores partidários também são terreno fértil para ilusões. Um verdadeiro mágico teria convencido a cúpula do PSD de que conseguiria eleger até três deputados distritais e, de quebra, quem sabe, ainda ajudar a emplacar o candidato ao Governo do Distrito Federal.
Mas, como toda mágica depende de algum truque, dessa vez o espetáculo não convenceu as urnas. Apesar dos aproximadamente R$ 11 milhões do fundo eleitoral destinados à legenda, o resultado ficou muito distante do prometido: apenas um deputado distrital conquistou uma cadeira na Câmara Legislativa.
O discurso era grandioso, a promessa era de uma bancada robusta e o investimento, milionário. Só esqueceram de combinar o resultado com o eleitor.
Pelo visto, a mágica funcionou muito bem na hora de vender ilusões à cúpula partidária e aos candidatos que embarcaram no projeto. Mas, quando as urnas foram abertas, o coelho não saiu da cartola. E a varinha, ao que tudo indica, não tinha o poder anunciado.
Agora, a pergunta que não quer calar é: será que o mago cumprirá a promessa de fazer mágica dentro do PSD também no pós-eleição?
Afinal, os candidatos que acreditaram no projeto, apostaram suas fichas e ajudaram a eleger seu pupilo terão espaço na CLDF e no GDF? Ou foram apenas figurantes de um espetáculo cujo único protagonista já saiu premiado?
A eleição acabou, mas a conta política ainda está aberta. Resta saber se o mágico terá habilidade para distribuir os prêmios entre aqueles que ajudaram a financiar e sustentar o espetáculo ou se, depois de apagar as luzes do palco, cada um será deixado com seu próprio chapéu na mão.
Na política, promessa de mágica pode até convencer partido e candidato. Mas, quando a cortina fecha, sempre aparece alguém para cobrar o truque.
