A pré-candidata a deputada distrital Lídia (PSD), enfermeira e servidora da saúde, afirmou ter sido acionada judicialmente pela governadora Celina Leão após publicar um vídeo cobrando providências para a saúde pública do Distrito Federal. Segundo Lídia, a ação foi motivada por uma manifestação feita depois da morte de um paciente que aguardava atendimento em uma cadeira de rodas dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Em suas declarações, Lídia afirmou que considera inadmissível que, diante da morte de um cidadão à espera de atendimento, a resposta do governo seja recorrer ao Judiciário contra quem denuncia os problemas da rede pública. “Não vou me calar”, declarou, acrescentando que fará sua defesa na Justiça, mas continuará cobrando mudanças na saúde do Distrito Federal.
A enfermeira sustenta que a morte do paciente simboliza o que classifica como o colapso da saúde pública no DF. Para ela, filas intermináveis, superlotação, falta de profissionais e estrutura precária têm colocado vidas em risco diariamente. Lídia afirma que denunciar essas situações não representa ataque pessoal, mas o cumprimento do dever de quem trabalha na linha de frente e presencia o sofrimento da população.
Segundo a pré-candidata, em vez de reconhecer as falhas da rede e apresentar soluções concretas para reduzir o tempo de espera e ampliar o atendimento, o governo teria optado por judicializar as críticas. Na avaliação de Lídia, esse tipo de medida cria um ambiente de intimidação contra profissionais, servidores e cidadãos que denunciam problemas enfrentados pelos usuários do sistema público de saúde.
Lídia também afirmou que nenhum processo será suficiente para impedir sua atuação. Segundo ela, continuará denunciando situações que considere graves, cobrando investimentos, contratação de profissionais, melhores condições de trabalho e atendimento digno para a população. “Quem perde a vida esperando atendimento merece justiça, não silêncio”, declarou.
A manifestação amplia o debate sobre a situação da saúde pública no Distrito Federal em um momento de intensificação das discussões políticas para as eleições de 2026. Enquanto o caso segue seu curso na Justiça, Lídia afirma que continuará utilizando os espaços públicos para cobrar responsabilidades e denunciar, segundo suas palavras, aquilo que considera omissão diante da crise enfrentada por pacientes e profissionais da rede pública.
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