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Perfis falsos, contas de terceiros e golpes silenciosos: investigação da PCDF revela esquema de fraudes virtuais com vítimas no Distrito Federal

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Na manhã dessa quinta-feira, 21, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em ação realizada por policiais civis da 8ª DP (Estrutural), deflagrou a Operação Shem VeTzel, destinada ao cumprimento de mandados judiciais relacionados à investigação de crimes de estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro praticados por meio da Internet. As medidas foram autorizadas pelo Poder Judiciário após representação da PCDF.

A investigação teve duração aproximada de quatro meses e apura um esquema criminoso estruturado voltado à aplicação de golpes por meio de anúncios falsos publicados em rede social. Após atrair as vítimas com ofertas de produtos por valores abaixo do mercado, os investigados direcionavam as negociações para um aplicativo de troca de mensagens, onde empregavam técnicas de engenharia social para induzir as vítimas à realização de pagamentos antecipados.

Segundo apurado, os criminosos simulavam situações de urgência e apresentavam justificativas emocionais para convencer as vítimas a realizarem transferências bancárias sucessivas. Em diversos casos, após o recebimento dos valores, as vítimas eram imediatamente bloqueadas nos aplicativos de mensagens.

As investigações identificaram forte vínculo entre diferentes ocorrências registradas no Distrito Federal, todas apresentando o mesmo padrão de execução, reutilização de linhas telefônicas, contas bancárias e elementos técnicos semelhantes.

Ao longo das diligências, a equipe policial identificou a utilização de múltiplas contas bancárias de terceiros, além da criação de diversos perfis e contas de e-mail utilizados para operacionalização dos golpes e publicação dos anúncios fraudulentos. A investigação também apontou a utilização reiterada de aparelhos celulares específicos vinculados diretamente à atividade criminosa.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na cidade de Planaltina de Goiás/GO, além de um mandado de prisão preventiva contra um investigado de 23 anos apontado como principal articulador do esquema. Durante a investigação, foram identificados registros de ocorrências semelhantes atribuídas ao mesmo investigado desde o ano de 2024, indicando possível habitualidade criminosa.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de reclusão, sem prejuízo de eventual responsabilização por outros fatos que ainda estão em apuração.

O nome da operação, “Shem VeTzel”, expressão de origem hebraica relacionada às ideias de “nome” e “sombra”, faz referência à utilização de identidades digitais falsas, contas de terceiros e perfis virtuais criados para ocultar os verdadeiros responsáveis pelos crimes investigados.

 





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