Defesa de carreiras públicas e caso BRB marcam debate em sessão ordinária
Os distritais que ocuparam a tribuna durante a sessão manifestaram apoio aos pleitos de recomposição salarial e reorganização das carreiras
Com a presença de representantes de várias categorias de servidores públicos nas galerias, a sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta terça-feira (24) foi marcada por pronunciamentos em defesa da valorização das carreiras públicas. Outro tema que tomou conta das manifestações foi o caso do Banco de Brasília (BRB), envolvido em dificuldades financeiras após relação com o Banco Master.
Entre as categorias representadas nas galerias estavam servidores do Detran, carreira fazendária, polícia penal e transportes urbanos, entre outros. Os distritais que ocuparam a tribuna durante a sessão manifestaram apoio aos pleitos de recomposição salarial e reorganização das carreiras.
O deputado Gabriel Magno (PT) lembrou que o prazo para o governador encaminhar projetos em benefício dos servidores vai até 4 de abril. “O prazo final para reestruturação das carreiras está chegando e a falta de ação do governo demonstra a falta de interesse com os servidores”, criticou Magno, que também abordou a greve dos professores da Universidade do DF. Segundo ele, o governo deixou de repassar para universidade cerca de R$ 200 milhões, agravando as condições do espaço.
A deputada Dayse Amarilio (PSB) lamentou o “caos na saúde” e a falta de comprometimento com políticas públicas. “O que o governo quer fazer é acabar com o servidor público. O governo hoje está falido, mas não é por causa do serviço público”, assinalou.
Já Max Maciel (Psol) informou que os metroviários realizam assembleia nesta noite, com indicativo de greve. O parlamentar ressaltou a importância da categoria e disse que a falta de pessoal afeta a prestação do serviço, lembrando que a empresa não faz concurso há 13 anos. “A carreira está pedindo recomposição salarial, auxílio alimentação, plano de saúde e pagamento de horas extra e podem contar com o meu apoio”, finalizou.
Caso BRB
O deputado João Cardoso (PL) voltou a falar sobre os terrenos colocados pelo GDF como garantia para a recuperação financeira do BRB, mostrando os usos de cada um dos espaços e como eles são importantes para a prestação de vários serviços públicos. Especificamente sobre o lote da Serrinha, o distrital apontou impedimento ambiental e judicial, devido a ação de núcleos rurais que estão na área há mais de 30 anos e “que preservam o meio ambiente”. “O governo do DF tem que ser virar e procurar uma solução para salvar o BRB, porque o projeto aprovado não vai salvar o banco”, afirmou, cobrando ainda a responsabilização dos envolvidos no caso.
Já o deputado Chico Vigilante (PT), criticou declaração do governador do DF, Ibaneis Rocha, culpando a oposição por fragilizar o socorro ao BRB. “Foi o senhor (Ibaneis) que levou o BRB a esta situação. E agora vem dizer que nós estamos impedindo de salvar o BRB. Parece aquela tática do ladrão que bate a carteira de um cidadão e sai correndo gritando pega ladrão. Proposta apresentada é completamente inviável. Nenhum banco vai ter interesse em adquirir terrenos que não podem ser vendidos rapidamente. Venderam uma fantasia, viram que deu errado e agora querem culpar todos nós”, completou.
População de rua
Já o deputado Thiago Manzoni (PL) reclamou da montagem de barracas em áreas públicas por moradores de rua, em frente a casas e comércios. O distrital criticou a não remoção das ocupações e defendeu projeto de sua autoria que permite a retirada compulsória desse tipo de invasão, por meio do “projeto Restaurar DF”. “Tem hotel social, clínica de recuperação e elas não querem sair das ruas e não podem ser retiradas compulsoriamente. Rua não é moradia, não é dignidade”, justificou o distrital.
Iluminação pública
O deputado João Cardoso também lamentou o grande número de lâmpadas queimadas na iluminação pública em vários pontos do DF. Segundo ele, somente em Sobradinho, há 52 localidades com luminárias de LED queimadas ou avariadas. O deputado cobrou seriedade da CEB e desafiou o pessoal da empresa a “dar uma volta pela cidade e conferir a verdadeira situação”.

