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PCDF desarticula estrutura de tráfico e de lavagem de dinheiro no DF e em mais três estados

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), deflagrou hoje (19) a Operação Resina Oculta, em que cumpriu 41 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão, no Distrito Federal, Goiás, Maranhão e Amazonas.

No âmbito financeiro, foi determinado o bloqueio judicial das contas de 50 pessoas jurídicas, com bloqueio estimado em até 15 milhões de reais por empresa, medida destinada a interromper o fluxo de recursos ilícitos e apreender valores supostamente vinculados à atividade criminosa. Também foi deferido o sequestro de sete veículos de luxo utilizados pelos investigados.

A Operação Resina Oculta iniciou-se em outubro de 2025, após a notícia de apreensão de 47,4 kg de haxixe e aproximadamente um quilo de skunk em um apartamento desocupado no Riacho Fundo/DF. A partir desse fato, a Cord/PCDF iniciou o trabalho investigativo que, de início, identificou quatro indivíduos responsáveis pelo recebimento, armazenagem e difusão dos entorpecentes localizados. Com o avanço da investigação, foi identificada uma complexa estrutura criminosa responsável não apenas pela difusão das drogas, mas também pela ocultação de valores obtidos da atividade ilícita.

Foi constatado que o grupo criminoso atuava como distribuidor de entorpecentes para diversos traficantes de diferentes regiões do DF e entorno. Foi possível mapear o fluxo financeiro da organização criminosa, revelando movimentações expressivas provenientes da comercialização dos entorpecentes.

Destacou-se também o fato de que parte significativa dos recursos obtidos com o tráfico de drogas era enviada em remessas milionárias para a cidade de Manaus/AM e outras localidades da região Norte do país, especialmente aquelas próximas a áreas de fronteira.

Também foi identificado mecanismo de ocultação da origem ilícita dos valores, o que caracteriza a prática do crime de “ocultação de capitais”. Nesse contexto, foram verificadas diversas transferências à empresas localizadas na cidade de São Luís/MA, cidade sede de cerca de 20 das empresas utilizadas para recebimento e pulverização de recursos, estratégia para tentar aparentar legalidade ao dinheiro oriundo do tráfico de drogas. Além de São Luís/MA, também foram identificadas empresas localizadas em Goiânia, as quais, conforme apurado ao longo das investigações, estariam vinculadas a um jovem de 19 anos de idade que trabalha como frentista em posto de combustíveis, circunstância que demonstra a utilização de interpostas pessoas (“laranjas”) e estruturas empresariais de fachada para a movimentação de recursos ilícitos.

Outro elemento identificado pela investigação foi a utilização de plataformas de apostas on-line como instrumento de circulação e lavagem de dinheiro. Aproximadamente 15 empresas que operam plataformas de apostas (“bets” não regulares) foram identificadas no contexto investigativo. Algumas, apesar de possuírem atividades econômicas registradas que não guardam relação direta com jogos de azar, atuavam nas redes sociais promovendo jogos de apostas on-line.

O trabalho investigativo identificou também outras 29 pessoas relacionadas ao tráfico de drogas no DF e Entorno que também se valeram do mencionado fluxo financeiro para ocultação de valores ilícitos. 29 mandados de busca e apreensão foram expedidos para suas respectivas residências.

 

Assessoria de Comunicação – PCDF
PCDF, excelência na investigação





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