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Buriti avalia retaliação e clima de tensão toma conta dos bastidores da CLDF

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Nos corredores do Palácio do Buriti e da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), uma pergunta ecoou ao longo desta terça-feira: qual será a retaliação do Executivo aos deputados considerados “indisciplinados” que, na abertura dos trabalhos legislativos, deixaram o governador Ibaneis Rocha (MDB) e a vice-governadora Celina Leão sem defesa no plenário.

Parlamentares da base aliada optaram pelo silêncio enquanto a oposição fazia um duro bombardeio político ao chefe do Executivo. Os discursos críticos foram proferidos pelos deputados Gabriel Magno (PT) Ricardo Vale (PT), Dayse Amarilio (PSB), Fábio Felix (PSOL) e Max Maciel (PSOL). A postura de parte dos governistas foi interpretada como uma demonstração de fragilidade da articulação política do Buriti e abriu espaço para especulações sobre possíveis punições administrativas e políticas aos deputados que não se alinharam publicamente ao governo.

Nos bastidores, aliados de Ibaneis admitem que o episódio pode ter consequências, sobretudo na distribuição de cargos, emendas e espaços estratégicos dentro da estrutura governamental. Já integrantes da base minimizam, dizendo que a ausência de defesa não representa rompimento, mas uma estratégia de cautela diante do cenário de desgaste político.

O clima ficou ainda mais tenso após a declaração do deputado Chico Vigilante (PT), que resumiu o momento com ironia cortante: “Os deputados da base devem ir até o enterro, depois é com o defunto”. A frase foi interpretada como um recado direto aos governistas de que acompanhar Ibaneis até o fim pode significar morte política.

Enquanto o Buriti calcula seus próximos passos, a relação entre Executivo e Legislativo no Distrito Federal parece mais frágil do que nunca — e o preço dessa conta política ainda está por ser cobrado.

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